Thaïs Responde

Perguntas e Respostas

Pergunta: Constatação

  • É a segunda vez que me associo a esse tipo de serviço virtual, depois que fiquei viúva, há quase dois anos. Meu falecido marido, apesar de ciumento, ficaria contente em me ver acompanhada de alguém. Ele sabia que eu administrava bem solidão, mas sabia também, que eu queria sempre gente por perto. Agora morando em outra cidade, hostil e fria (material humano), fiquei tentada a conhecer um homem para me fazer companhia, sem necessariamente terminar em casamento, até mesmo porque, não quero me casar mais, pois não posso perder minha pensão, que é ótima. Já reparei, em outros perfis femininos, que a maioria é composta de mulheres deixadas pelos companheiros, ou seja, sua auto-estima costuma estar lá no "pé". Mesmo sentindo falta do meu marido, ainda assim, sinto-me aliviada em pensar que ele não me deixou por outra. Afinal foi a Morte quem o levou, jovem ainda.

    Depois de uma semana de correspondências intensas, de alguns associados aqui, agora parou tudo, como que se tivessem combinado isso. Estranho... Teve até um, para quem eu enviei um retorno por e-mail, que por duas vezes, teve a deselegância de perguntar "quem é mesmo vc?". Ora, a essa altura do "campeonato", isso é tudo o que uma mulher madura, como eu, não precisa "ouvir". Fico pensando quanta mulheres aqui acabam se sentindo piores do que antes?

    Tenho minhas boas lembranças, de um casamento pleno de 22 anos, onde sempre sentirei que meu marido poderá ser, mesmo, o melhor que tive na minha vida.


  • 02/09/2008

Resposta

    "(...) Já reparei, em outros perfis femininos, que a maioria é composta de mulheres deixadas pelos companheiros, ou seja, sua auto-estima costuma estar lá no "pé". (...)"

    Na frase acima, você fala como se o maior dos bens e o mais confiável espelho a respeito de uma pessoa fosse o modo como o/a parceiro/a a vê. Vamos combinar que há pessoas que só fazem honrar aqueles/as que eles ou elas "abandonam". De outro lado, muita gente tem outras paixões na vida além do marido ou da esposa. Uma mulher valorizada por seus pares na área em que atúa é, em geral, apaixonada pelo que faz. Nesse caso, o prazer que sente pode, perfeitamente, gerar inveja no marido que, desejando atingi-la, resolve arranjar outra e sair de casa. Sabe a história daquele funcionário público que não tirava férias para não descobrir que tudo continuava a funcionar perfeitamente sem a presença dele? (Desculpem mas esqueci o autor do livro onde li essa frase). É mais ou menos por aí: Muitos, infelizes, ficam em casa por motivo semelhante.

    Quanto a pergunta que tanto a ofendeu "(quem é mesmo você?)" não tem o mesmo peso que teria numa situação social em off. No site, muitos contatos são feitos e quando a pessoa está falando com várias é difícil guardar o nome e as características de todas. Dê um desconto a quem se dirigiu a você nesses termos porque no mundo virtual tudo se passa muito rápido. Lembre-se que, na verdade, a tal pessoa nem se dirigiu especificamente a você, posto que não chegou a conhecê-la bem.

    Não me parece uma frase agressiva mas sim de alguém apressado, assustado por não estar localizando alguém que parece conhecê-lo muito bem. O que pensa você?

    Aprenda, sugiro, a se comparar com pessoas e a aceitar que poderá, ocasionalmente, perder para algumas. Não se dê muita importância pois isso é sinal de pouca experiência de vida, de uma certa onipotência... Não se contente em pensar que só perde para a morte. Lembre-se que aqui poderá ter a oportunidade de viver muita coisa que deixou de viver por sua condição de casada durante 22 anos!

    Abraços, boa sorte!
    Thaïs



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